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Superação física e mental: os desafios de uma competição de longa duração como o Cerapió

  • Foto do escritor: Leandro Silva
    Leandro Silva
  • 16 de jan.
  • 3 min de leitura

Competir no Cerapió vai muito além da velocidade e da técnica sobre duas ou quatro rodas. De 25 a 30 de janeiro, o rally exigirá dos participantes, resistência física, mental e capacidade de adaptação a terrenos e condições que mudam constantemente, colocando em xeque até os off-roaders mais experientes.


A cidade de Aracati recebe a largada da competição, em um desafio que segue rumo a capital piauiense, Teresina. As demais cidades anfitriãs do Cerapió são Canindé (CE), Sobral (CE), Piracuruca (PI) e Piripiri (PI). O evento reúne cerca de 1.200 pessoas entre competidores, equipes de apoio, imprensa e staff. E abre o Campeonato Brasileiro de Enduro e Rally de Regularidade, com chancela da CBM e CBA.


Entre os destaques da competição está a Honda Racing Brasil, que participa do Cerapió com quatro pilotos, sendo: Alexandre Valadares (Graduado / Honda CRF 450R), Luciano Rocha (Intermediário / Honda CRF 450R), Dário Júlio (Brasil / Honda CRF 300F) e Bárbara Neves (Feminino / Honda CRF 250R).


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Além de piloto, Dário Júlio também é chefe da equipe e acompanha o Cerapió desde 2005, portanto, conhece bem o nível de exigência da prova. Para ele, a diversidade de terrenos é um dos principais fatores que tornam o rally tão desafiador. “O Cerapió me encanta pela distinção de trilhas. Encaramos subidas, descidas, pedras, erosões, trecho de areia, caatinga etc. É um certame que exige muito do equipamento e do piloto”, afirma. 


Segundo Dário, é alto o desgaste físico e mental acumulado durante a disputa. “Já corri etapas do Cerapió com mais de dez horas de navegação em um único dia. São quatro dias de competição, longos e que nos levam ao limite”. Ele conta que a preparação para um rally deste tipo, precisa ser pensada com antecedência e foco específico. “Meu treino é baseado em resistência, trabalho aeróbico, fortalecimento e, principalmente, treino de moto em trilha. No mês que antecede o Cerapió, eu treino praticamente só trilha, exatamente para viver a realidade do enduro de regularidade”, relata. 


Além do físico, o aspecto mental é decisivo. “Quando o corpo cansa, o raciocínio diminui. E no Cerapió, além de pilotar, você precisa navegar, tomar decisões rápidas e manter o foco por várias horas seguidas”, explica Dário. Nesse contexto, o papel da equipe se torna fundamental ao longo das etapas. “Nos pontos de apoio, enquanto a equipe cuida da moto, do abastecimento e de eventuais reparos, o piloto descansa, se alimenta e se hidrata. Isso faz toda a diferença para seguirmos competitivos no dia seguinte”, aponta. 

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Também integrante da equipe Honda, a piloto Bárbara Neves Gonzaga, chega ao Cerapió com um histórico de destaque. Campeã da categoria Feminina em 2024 e vice-campeã em 2025, ela conhece bem a exigência de disputar vários dias seguidos de prova e carrega uma relação afetiva com o rally desde a infância. “Eu acompanho o Cerapió desde criança. Meu pai corria, e nas férias eu ia para o Nordeste acompanhá-lo no rally. Hoje, competir nele é bastante prazeroso”, ressalta. 


Bárbara fala que, apesar do preparo físico constante, o maior desgaste é mental. “No Cerapió, o que mais pesa é a mente. É muito tempo em cima da moto, pilotando e planilhando ao mesmo tempo. Não é só acelerar, é pensar o tempo todo”. Para ela, o suporte da equipe também é decisivo. “Quando chega o final do dia, nosso apoio mecânico cuida de tudo: manutenção da moto e equipamentos. Minha única obrigação é descansar e me concentrar para o dia seguinte”, declara a competidora. 

Mesmo diante do desgaste, Bárbara resume a experiência de forma direta. “Na hora da competição, é só desfrutar. O mais dolorido são os treinos. Durante a prova, é viver o momento”, completa. 


Segundo o CEO da Radical Produções, Ehrlich Cordão, esse nível de exigência ajuda a explicar a identidade do evento. “O Cerapió testa os participantes como um todo. Não é só velocidade. É resistência, estratégia, navegação e a capacidade de se adaptar a diferentes terrenos e situações ao longo dos dias”, encerra Cordão. 


Creditos: Divulgaçao Cerapió Siga nossas redes sociais!

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